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Jetour T2 4x4 chega por R$ 349.900 contra Tank 300 e Haval H9; veja os prós e contras do jipão híbrido

Jetour T2 4x4 tenta repetir boas vendas do GWM Haval H9 Enquanto o número de SUVs de entrada não para de crescer, há um segmento que não acompanha esse mesm...

Jetour T2 4x4 chega por R$ 349.900 contra Tank 300 e Haval H9; veja os prós e contras do jipão híbrido
Jetour T2 4x4 chega por R$ 349.900 contra Tank 300 e Haval H9; veja os prós e contras do jipão híbrido (Foto: Reprodução)

Jetour T2 4x4 tenta repetir boas vendas do GWM Haval H9 Enquanto o número de SUVs de entrada não para de crescer, há um segmento que não acompanha esse mesmo fulgor: o dos utilitários feitos para enfrentar o atoleiro, ou off-road. A GWM lançou o Tank 300 (R$ 342.000) com a proposta de unir conforto e potência, mas os 2.869 emplacamentos ficaram bem abaixo do líder desse segmento entre janeiro e junho de 2026, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave): Toyota Hilux SW4: 6.780 emplacamentos. O GWM Haval H9 (R$ 335.000) chegou depois do Tank 300 com uma proposta ainda mais voltada ao uso fora de estrada. Maior e equipado com um motor movido apenas a diesel, ele foge da ideia de que todo carro chinês é elétrico ou híbrido. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A estratégia funcionou: o modelo emplacou 5.942 unidades no mesmo período, quase o dobro do Tank 300. Agora, o Jetour T2, lançado em março apenas com tração dianteira, ganhou uma versão com tração 4x4 por R$ 349.990, para tentar colocar os híbridos em destaque também nesse segmento. Jetour T2 4x4 divulgação/Jetour Mesma guerra, munição diferente Assim como o Tank 300 e o Haval H9, O Jetour T2 aposta em linhas retas e traz um carro que não esconde robustez e brutalidade mesmo quando vai ao shopping, mirando em um público que olha para Toyota SW4, mas não encontra tecnologia suficiente que só os chineses entregam. Essa propriedade de robustez do T2 aparece também nas caixas de roda salientes, revestidas de plástico rígido, e em dois detalhes inspirados nos jipões: as alças dianteiras para reboque e os dois pontos de ancoragem no capô. Esse segundo detalhe tem origem em ponto de apoio para cordas, cintas, acessórios e outros itens comuns em carros aventureiros. Jetour T2 4x4 divulgação/Jetour No T2, tanto as alças no capô quanto os ganchos dianteiros de reboque têm apenas função estética. Feitas de plástico, elas servem apenas para reforçar o visual robusto do SUV. Outro elemento voltado ao uso fora de estrada é o estepe preso à tampa do porta-malas. Este com a função que aparenta ter, guardando uma roda igual às demais do T2, e não de um estepe temporário, indicado apenas para rodar até um reparo — é possível continuar a trilha depois de um furo. Se por fora o T2 4x4 se inspira claramente em jipões, por dentro ele tem DNA próprio. Enquanto o Tank 300 aposta em um acabamento mais sofisticado, com direito a relógio analógico no centro do painel e saídas de ar inspiradas nas do Mercedes Classe G (que custa a partir de R$ 2 milhões), o T2 4x4 mantém o visual robusto visto por fora. Isso aparece em detalhes como: Existem alças no console central e na coluna ao lado do para-brisa; Há uma alça extra na porta do motorista e duas em cada porta dos passageiros, para oferecer mais apoio aos ocupantes durante trechos fora de estrada; Há parafusos aparentes no console central e nas portas; O acabamento interno evita formas arredondadas — até os alto-falantes e o volante fogem do formato circular; Abaixo dos tapetes há um piso removível de borracha rígida, que facilita a limpeza de terra e barro. Em compensação, a central multimídia tem tela grande (15,6 polegadas) e os bancos são mais confortáveis que os do Tank 300 e do H9. Eles "abraçam" mais o motorista e passageiros, o que ajuda a manter todos mais firmes enquanto a suspensão traseira independente absorve as irregularidades da trilha. Jetour T2 4x4 O teto com acabamento em suede tem toque tão macio quanto um cobertor em noite fria e outro destaque do T2 4x4, frente aos concorrentes, é o porta-malas. São 580 litros de capacidade, contra 380 litros do Tank 300. Já a comparação com o Haval H9 exige uma pitada de sal. Isso acontece porque o H9 tem sete lugares. Com a terceira fileira de bancos em uso, o porta-malas tem 88 litros. Já com estes assentos abaixados para oferecer apenas cinco lugares, como no T2 4x4, a capacidade sobe para 791 litros. T2 enfrenta o off-road, mas Tank 300 e H9 fazem melhor O g1 levou o T2 4x4 no ambiente em que sua proposta mais faz sentido: um terreno acidentado, com grama, terra solta, barrancos e até um trecho com água suficiente para cobrir metade das rodas. Porém, a reportagem começou o teste na área urbana de São Paulo (SP), enquanto o percurso fora de estrada ficava em Bragança Paulista (SP). O primeiro trecho foi feito entre ruas e rodovias que ligam as duas cidades. Este percurso está totalmente pavimentado, com asfalto tão bom que até um superesportivo baixo aproveitaria ao máximo. Diferentemente da maioria das fabricantes que atuam no Brasil, a Jetour não divulga a potência combinada do conjunto híbrido. Estes são os motores e suas respectivas potências: Motor 1.5 turbo a combustão: 135 cv e 20,4 kgfm; Primeiro motor elétrico dianteiro: 102 cv e 17,3 kgfm; Segundo motor elétrico dianteiro: 122 cv e 22,4 kgfm; Motor elétrico traseiro: 238 cv e 32,6 kgfm. O número divulgado pela marca é chamado de "potência total instalada" e corresponde à soma da potência e do torque de todos os motores. Com isso, o T2 chega a 591 cv e 91,7 kgfm. Na prática, esses números o colocariam muito acima dos 394 cv do Tank 300 e até do Mercedes-AMG Classe G, equipado com 585 cv e 86,6 kgfm. A experiência na estrada, onde esse desempenho deveria aparecer, foi diferente. Com dois adultos no carro, sem bagagem no porta-malas, a bateria do sistema híbrido totalmente carregada e o modo de condução esportivo, a sensação ao acelerar nas arrancadas era mais próxima da de um conjunto com cerca de 400 cv. Ainda assim, o desempenho impressiona para um carro de 2.362 kg, mas fica longe da sensação esperada para um veículo com quase 600 cv. Outro ponto negativo está na suspensão. Ela faz a carroceria balançar mais do que o esperado. Basta acelerar, mesmo sem pisar fundo, para a dianteira do T2 levantar. Ao frear, ela mergulha. A sensação lembra a de um Volkswagen Santana dos anos 1990. Jetour T2 4x4 divulgação/Jetour Já no terreno longe do asfalto, em um teste conhecido como "caixa de ovo", formado por uma sequência de pequenas irregularidades, o T2 praticamente não balançou. A suspensão absorveu os movimentos das rodas com eficiência, deixando a cabine estável a ponto de os ocupantes poderem até estar dormindo, sem serem surpreendidos pelos impactos. O sistema de tração nas quatro rodas se mostrou eficaz ao enfrentar trechos com lama de um lado e piso seco do outro, além de uma subida em barranco com um buraco em uma das laterais, criada de propósito para que uma roda perdesse tração enquanto as demais compensavam essa perda. Porém, nem tudo são flores. O T2 se saiu muito bem fora de estrada, mas o H9 e o Tank 300 oferecem mais recursos e estão preparados para enfrentar um número maior de situações. Embora o T2 ofereça oito modos de condução para diferentes tipos de terreno, ele não permite bloquear o diferencial dianteiro nem o traseiro, recurso disponível no Tank 300 e no Haval H9. Jetour T2 4x4 divulgação/Jetour Até um modo que melhora o giro do carro, ao reduzir a tração da roda traseira interna, é melhor executado nestes carros da GWM - eles fazem o giro mais fechado que o T2. Nesses aspectos, para quem já sabe como enfrentar diferentes obstáculos fora de estrada, os modelos da GWM oferecem mais possibilidades. Initial plugin text Além disso, eles têm uma interface mais intuitiva na central multimídia para o off-road, que reúne em uma única tela informações que o T2 4x4 não exibe, como: Ângulo de inclinação lateral e longitudinal; Informações sobre o bloqueio dos diferenciais; Pressão e temperatura dos pneus; Direção indicada pela bússola digital, em graus; Pressão atmosférica. O principal diferencial do T2 4x4 na interface é mostrar a profundidade da água durante a travessia. Além da indicação na tela, o sistema emite um alerta sonoro para avisar quando o veículo está se aproximando do limite de 70 cm de profundidade informado pela fabricante. A conclusão é que o T2 4x4 está bem preparado para o uso fora de estrada, mas Tank 300 e Haval H9 conseguem enfrentar uma variedade maior de situações. Por outro lado, para quem busca um carro com visual de jipão, mas prioriza o conforto a bordo e um desempenho mais forte, o modelo da Jetour entrega um conjunto mais equilibrado por um preço muito próximo ao dos concorrentes. Há ainda um ponto extra a favor do T2 4x4: a bateria oferece autonomia de 106 km no modo elétrico, bem acima dos 74 km do Tank 300. Com isso, é possível percorrer os 94 km que separam São Paulo (SP) de Campinas (SP) sem consumir uma gota de combustível.